Emerson
Araújo
O manto da esperança do sertão
maranhense
Abro diante de ti, camarada Flávio Dino
Entrego-te com um feixe na mão
A cantilena dos camponeses do Maranhão
Que com foice afiada traçam o Estado da
esperança
Neste outubro emblemático
E com o hino de uma nova internacional
De frontes alevantadas
Despacharemos o velho ditador
Para o aposento da sala de estar
Que ele não nos deu.
Esta é a cantiga mais forte, camarada
Da aurora carmesim que se faz do teu
olhar
Das tuas palavras em encontros
memoráveis
Com sabor de chuva, fruto de roça
Címbalos e saltérios bíblicos
Que nos levará a comer o melhor desta
terra
Desta terra do nosso amado Maranhão
Exemplo para o mundo inteiro.
Mas canto, sim, porque sou do sertão
E com as mãos calejadas acredito no
melhor dia
O teu dia que virá, cavaleiro da
esperança
Esperança dos desvalidos do Maranhão
Nos diversos copos d’águas que não
tivemos
Na roupa nova oriunda da compensação
justa
Preço real da semente nascida da roça
profícua
Saúde popular sem corrupções e
corruptores vorazes
Na escola da manhã próxima, da hora
urgente
Que se espelha no ombro da camaradagem
Da social de todos juntos.
É assim camarada, Flávio Dino
Que o sertão te oferta a flor branca
Do Ipê das nossas serras além do
horizonte
Entre coqueirais, regatos, açudes e olhares
Nesta festa dos umbrais, nesta roda de
boa conversa
Que se fará o Maranhão com a tua vitória
de outubro
A nossa vitória de bojo carmesim.